Antes da Viagem
O passageiro deve registrar os bens fabricados no exterior que estiver levando na viagem (como câmeras e filmadoras), mesmo se forem usados ou comprados no Brasil, para garantir que não pagará impostos no retorno ao Brasil. Equipamentos com garantia no exterior que estão sendo levados para trocas ou consertos também devem ser registrados. Normalmente, o registro é feito no aeroporto de embarque, por meio da Declaração de Saída Temporária (DST). Se o viajante estiver levando mais de R$ 10 mil, ou o equivalente em outra moeda, ele deve fazer a Declaração de Porte de Valores (DPV) e apresentar o comprovante de aquisição regular dos recursos em local autorizado pelo Banco Central a operar com câmbio.
Dia da Viagem
Na hora da partida, chegue três horas antes do horário previsto. Faça o check-in o mais cedo possível, despachando suas malas. Verifique o número do assento, se fica na janela ou corredor. . Evite fazer compras na partida para não acumular pacotes.
Use roupas confortáveis durante a viagem, evite comer e beber muito, prefira alimentos de fácil digestão. Se a viagem for noturna, acorde cedo para evitar fila no banheiro.
Ao desembarcar, preocupe-se em localizar suas malas. Em viagens internacionais, terá que passar pela polícia da imigração. Se a viagem não inclui traslados até o hotel, veja as opções de transporte como táxi, ônibus, metrô ou trem, verificando preços e itinerário.
Limites de Bagagem
Quem viaja para o exterior de avião só pode trazer, no máximo, US$ 500 em mercadorias sem ter de pagar taxas. Mas o valor máximo permitido em compras em viagens terrestres, fluviais ou lacustres diminui para US$ 300 - não entram nestas contas roupas, artigos de higiene, beleza ou maquiagem e calçados para uso próprio, em quantidade e qualidade compatíveis com a duração e a finalidade da permanência no exterior, nem livros, folhetos e periódicos em papel. Para não correr o risco de pagar imposto por algo que você já tinha, declare os seus bens fabricados no exterior (principalmente aparelhos eletrônicos) na Alfândega do aeroporto ou na fronteira. Também é preciso declarar a saída do país de montantes em dinheiro superior a R$ 10 mil ou o equivalente em outra moeda. Dentro do free shop do país, o viajante pode gastar no máximo US$ 500. Mais informações, na Receita Federal (www.receita.fazenda.gov.br).
Declaração de Bagagem Acompanhada
Ao chegar ao Brasil, o passageiro precisa preencher um papelzinho declarando se ultrapassou o valor máximo permitido ou se trouxe algo que necessita de inspenção, como plantas, alimentos, animais, medicamentos ou armas. Caso ele não tenha adquirido nenhum dos itens anteriores e tenha gastado menos de US$ 500 nas viagens aéreas ou de US$ 300 nas terrestres, fluviais ou lacustres, deve se dirigir na alfandega à fila "nada a declarar". Mesmo assim, o fiscal pode querer dar uma olhada na sua bagagem para checar se realmente você está falando a verdade. Se ele encontrar algum aparelho que custe mais do que a cota estabelecida, você não consegue fugir do imposto e aquele computador baratinho que parecia uma pechincha pode sair mais caro do que se comprado numa carésima loja de eletrônicos de um bairro chique de São Paulo.
Imposto Devolvido
Nas compras feitas em determinados países, como muitos dos europeus, o Canadá e a Argentina, é possível restituir o valor do imposto local. Para isso, peça uma ficha de reembolso na própria loja (se ela estiver cadastrada no programa), na hora da compra. No embarque para o Brasil, apresente-a preenchida para o fiscal da alfândega carimbar e entregue-a no guichê próprio. Você recebe o reembolso na hora. Ou, se enviar seus papéis validados pelo correio, pode receber o ressarcimento em casa ou como crédito no seu cartão de crédito. O nome dessa restituição chama-se Global Refund (www.globalrefund.com). Na Argentina, por exemplo, vale para produtos de valor superior a 70 pesos e o reembolso pode chegar a 17%.
Informações sobre Conforto e Segurança
Para agüentar vôos longos
Nem sempre é fácil agüentar oito, dez horas de vôo. Se a viagem for para a Ásia então, este tempo é no mínimo dobrado. Por isso algumas dicas são essenciais para suportar essa maratona:
- Proteja-se do frio - A temperatura média nos aviões é de 22oC. À noite, quando nosso organismo está produzindo menos energia, é comum sentirmos frio. Por isso não dispense as mantas distribuídas a bordo nem esqueça de levar sempre um par de meias (elas vêm de graça no nécessaire de algumas companhias).
- Hidratação - Em vôos longos, a umidade nas cabines (em torno de 17%) aproxima-se da do Deserto do Saara. Com isso, a pele e as mucosas secam-se rapidamente. Para atenuar o inconveniente, pingue algumas gotas de soro fisiológico no nariz. Nos olhos, use colírio lubrificante e, na pele, creme hidratante. E tome bastante líqüido durante o vôo.
- Bebidas alcoólicas - A altitude e o ar rarefeito a bordo potencializam duas vezes e meia o efeito do álcool. Tome uma ou outra taça de vinho para sentir sono durante o vôo - e só. Muita gente chega a desmaiar por beber demais.
- Exercícios - Mexa os braços e faça alongamentos do tronco e do pescoço para melhorar a circulação do sangue. Para evitar o inchaço nos pés, caminhe pelo corredor do avião a cada duas horas e mexa a ponta dos pés quando estiver sentado.
- Roupas confortáveis - Assim como os pés incham, todo o corpo se "dilata" durante vôos mais longos. Então o ideal é usar roupas folgadas, sapatos confortáveis e abolir a gravata.
Bebê a bordo
Crianças de até dois anos pagam 10% do valor da passagem - exceto na Gol, onde o bilhete para esta faixa etária é de graça. Assim o bebê fica no colo do adulto, muitas vezes atado a ele num cinto especial. Se os pais fizerem questão que o filho se instale numa cadeirinha própria, parecida com aquela usada no carro, ele paga o mesmo que uma criança de 2 a 11 anos: de 60% a 75% do valor do bilhete, dependendo da companhia aérea. Mas os pais precisam levar a tal cadeirinha, que deve ter certificado internacional. Bebês muito novos, aproximadamente até seis meses de vida, cabem no moisés disponibilizado pela companhia aérea, que fica acoplado na primeira fileira da cabine. Mas os pais devem solicitar o miniberço no ato da reserva. Também devem pedir ao reservar a passagem as papinhas especiais industrializadas e perguntar se a companhia fornece mamadeira ou se é preciso levar uma de casa.
Gestantes
A partir da 36ª semana de gravidez, só pode viajar de avião portando uma autorização especial médica. Como nem sempre dá para ter noção do tempo de gestação de cada mulher, é melhor ter à mão esse atestado, mesmo que o período de gestação seja inferior. Depois da 38ª semana, a mulher só pode voar se tiver acompanhada de um médico responsável.
Deficientes Físicos
Caso precise de cadeira de rodas para entrar no avião, o passageiro ou responsável deve informar a companhia aérea da necessidade de atendimento especial logo que chegar ao check in.
Alimentos especiais
Além das papinhas especiais para bebês, as companhias aéreas também disponibilizam outros tipos de refeições especiais: cardápios infantis com, por exemplo, hambúrguer, batata frita e macarrão para crianças; pratos vegetarianos para quem não come carne, kosher para judeus, muçulmana e hindu para quem segue estas duas últimas religões e assim por diante. Se você tem alguma restrição alimentar, informe sobre ela no ato da reserva para que sua dieta seja respeitada.
Outras dicas importantes...
- Coloque etiquetas com seu nome dentro e fora da mala, e faça uma marca para personalizá-la.
- Chegue cedo no check-in e sempre confira se a etiqueta de bagagem está correta (apresente-se com 2h de antecedência para vôos nacionais e 3h para vôos internacionais)
- Guarde as notas fiscais de todas as compras que fizer.
- Só carregue jóias documentos, dinheiro e objetos de valor pessoal na bagagem de mão.
- Não esqueça de levar um par de sapatos ou tênis bem confortável para as caminhadas (não é preciso um terceiro par de sapatos).
- Livros e revistas que você possa jogar fora, se precisar de espaço.
- Xampus, cremes e perfumes em potes pequenos. Se estiverem no final, melhor você não terá que trazê-los de volta.
- Cuidado para que a mala não fique mais pesada do que você consegue carregar.
- O melhor é levar a mala a mais leve possível (para que possamos encher depois, durante a viagem).