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Segunda a Sexta:
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Aracaju - 7 noites

Abril 2011:
a partir de R$ 1.298
Maio 2011:
a partir de R$ 1.168
Junho 2011:
a partir de R$ 1.328

Hotéis em Aracaju
Parque das Águas
Real Praia Hotel
Parque dos Coqueiros
Aquarios Praia
Del Mar

Preços calculados por pessoa em apto duplo.

Operadora:



Aracaju - Serviços inclusos

Transporte aéreo: Ida e volta, voando TAM.

Hospedagem: 7 noites de hospedagem no hotel escolhido.

Traslado: aeroporto / hotel / aeroporto.

Atividades: Em Aracaju - passeio pela cidade com duração aproximada de três horas, passando pelos principais pontos turísticos, como o Mirante da avenida 13 de Julho, Novo Mercado Municipal, rua 24 horas com artesanato local, Catedral Municipal, Colina de Santo Antônio e Praia de Atalaia.

Conheça um pouco mais Aracaju

Sol o ano todo, finais de semana agitados, belas praias com dunas e muitos coqueiros. Discreta, mas decidida, a capital do menor estado brasileiro está aí para provar que em Aracaju tamanho não é documento.

De segunda a quinta-feira, Aracaju amanhece e vai dormir cedo. Apesar de ficar à beira-mar, mais parece uma pacata cidade do interior, com um rio de águas mansas, o Sergipe, completando a paisagem. Durante a semana, os moradores caminham pela orla, enfrentam algum trânsito, almoçam pitu com arroz e feijão, bebem suco de pitomba, trabalham sem afobamento e, no final da tarde, tomam, sob a sombra dos cajueiros, um sorvete da Cinelândia, a mais tradicional sorveteria daqui. Como na roça, dormem e acordam com as galinhas (que ali não há). Na quinta-feira, no entanto, como num passe de mágica, esse estilo interiorano perde a força e em seu lugar surge o mais genuíno pique litorâneo. Com o sol sempre a pino, o aracajuano faz hora extra num barzinho de praia, o mar pede um mergulho, o suco de pitomba é trocado por licor de jenipapo e cerveja, e, em vez do arroz e feijão, o garçom anota no caderninho uma porção de pernas de caranguejo e outros frutos do mar.

À noite, depois que o sol se põe, Aracaju fica de bobeira, ouvindo reggae, MPB, rock e por aí afora, nos bares da orla até a meia-noite, em seguida dança no tradicional Augustu's e, às seis da madrugada, recarrega as energias com café acompanhado de macaxeira, inhame e cuscuz, encontrável em qualquer boteco de esquina. Se bobear, o aracajuano (ou aracajuense) começa a manhã de sexta com um mergulho no mar, antes do trabalho -- e esse é só o prenúncio do frenético fim de semana, quando a agitação toma conta da cidade e de praias como Atalaia, Abaís e do Saco, e o único toque perceptível de interior são os meninos vendendo amendoim e castanha às baciadas nas ruas.

Apesar dos finais de semana alucinantes e de viver meses intermináveis -- no verão e nas festas juninas, um dia emenda no outro, numa única festa sem descanso --, a cidade sempre foi considerada o patinho feio do Nordeste. Primeiro, porque é a capital do menor Estado brasileiro, apertado entre a Bahia e as Alagoas. Segundo, porque a cor do mar está bem longe do padrão azul-caribe - suas águas são amarronzadas (dizem que a culpa é do Rio São Francisco, ou Velho Chico para os íntimos, que tem sua foz quilômetros acima e mistura suas águas pardas ao mar sergipense). Para piorar, não é patrimônio histórico da humanidade, não tem igrejas do tempo da colonização portuguesa, nem 400 anos de história e ainda por cima foi construída sobre um manguezal. Mas, mesmo remando contra a corrente, a cidade foi à luta e se esforçou para provar aos turistas que tem muito a oferecer.

Do pequeno tamanho e de sua localização geográfica, tirou o lucro. Explicou aos turistas que, com menos de 2 horas de viagem de carro, pode-se conhecer muitas outras cidades interessantes de Sergipe. Com apenas 30 minutos, chega-se à quarta cidade mais antiga do Brasil, São Cristóvão, ou à colonial Laranjeiras. Com mais 45 minutos, você está em Propriá, uma vila de pescadores na margem do São Francisco, ou explora os bordados da cidadezinha de Tobias Barreto.

Como não podia competir com Pernambuco ou Alagoas no quesito cor do mar, Aracaju caprichou na infra-estrutura. Primeiro tratou de bolar uma orla de primeira. Há alguns anos, a Praia de Atalaia Velha, ou simplesmente Atalaia, era apenas um areião sem graça. Hoje, urbanizada e iluminada, tem calçadão onde as pessoas fazem cooper e flertam, quadras esportivas, áreas de lazer, jardins, bares e quiosques com comida típica e música ao vivo. Na Atalaia, se você cansou do surf, é só jogar tênis. Encheu do pagode do Barramares? Ande um pouco até o Café Brasil para ouvir seresta. Enfastiou de beliscar amendoim torrado? Quebre um caranguejo e comprove que ficar sobre um mangue tem suas vantagens.

Outro estratagema para competir com as atrações turísticas das vizinhas Salvador e Maceió foi a compra de catamarãs, mais comuns do que táxi no Caribe. São três barcos, com piscina e bar, percorrendo os paraísos naturais como a Ilha do Paraíso, uma restinga que na maré alta é cercada por águas muito azuis. Além de agradáveis, esses passeios têm preços bem em conta: por 15 ou 20 reais, você embarca na boa-vida e conhece todo o litoral.

Essa reforma, que cada vez atrai mais turistas, foi fundamental para Sergipe, um Estado cuja praia mais famosa, até então, era Mangue Seco, na Bahia, que tem 30 quilômetros de areias desertas, imensas dunas e o clima sensual da terra de Tieta. Ou seja, no passado, quando um turista pensava nas praias daqui, o primeiro nome que lhe vinha à mente era o de uma praia que não ficava aqui. Os próprios moradores de Aracaju demoraram a reconhecer o valor de seu litoral -- foi só de tanto ir e vir de Mangue Seco, a 123 quilômetros da capital sergipana, que o povo descobriu as belezas de suas praias com larga faixa de areia, sombra de coqueiros, dunas e águas com temperatura média de 27 graus.

Mesmo no município de Aracaju, há muitas praias bonitas, como a de Aruana, a primeira ao longo da Rodovia José Sarney -- que, por isso, são conhecidas como as praias do Sarney. A praia seguinte, a do Robalo, é o típico balneariozão familiar, com ondas fracas e algumas casas de veraneio. Já a Praia dos Náufragos é dos condomínios chiques. A do Refúgio, por sua vez, ganha pontos com suas águas muito verdes, e de quebra, como o nome indica, com o sossego. A trilha praieira do Sarney termina com Mosqueiro, tão bela quanto suas vizinhas e com a vantagem de desembocar na foz do Rio Vaza Barris, a Barra de São Cristóvão (daí pode-se pegar um catamarã até a cidade histórica ou cruzar o Rio Vaza Barris em direção à parte mais rústica do litoral sergipano).

A travessia para o outro lado é feita por uma balsa que demora mais que chuva no sertão. Demora, mas vale a pena. Na outra margem, estão as praias mais preservadas: Caueira, a primeira delas, tem uma pequena colônia de pescadores que reforça o ar rústico. A seguinte, Abaís, é uma das preferidas do povo, com seus 15 quilômetros ladeados por uma represa natural, a Lagoa Grande, de águas cristalinas e quentes. Há ainda a Praia do Saco, enseada calma de tom esverdeado, que termina na foz do Rio Real. É a última antes de Mangue Seco.

Se a exploração do litoral seguiu ao sabor dos ventos, o desenvolvimento de Aracaju foi planejado com régua e compasso. Até 1857, a capital de Sergipe era São Cristóvão, encravada na serra. O governo então decidiu que seria mais apropriado que a capital fosse uma cidade banhada ao mesmo tempo pelo mar e pelo Rio Sergipe, com porto e, portanto, mais chances de crescer. Depois de muito estudo, chegaram à conclusão de que o melhor lugar seria o mangue em cima do qual Aracaju foi construída. Tão projetada quanto Brasília, vista de cima, Aracaju é um tabuleirão com retas e perpendiculares. É fácil se orientar aqui.

A praça central, como de praxe, reúne os elementos básicos de uma cidade pequena - a igreja (construída em 1872), a sede do governo (o Palácio Olímpio Campos), o centro de turismo (a Rua 24 horas, que curiosamente não funciona 24 horas por dia) e o museu, com pratos de porcelana e painéis de azulejo que contam a história do Estado. Com atrações tão concentradas e ruas de fácil localização, fica fácil conhecer Aracaju.

E, se é assim, por que tão pouca gente conhece a cidade? Por que, quando planejam um roteiro pelo Nordeste, muitas vezes pulam suas praias? Não há uma razão que explique isso de maneira convincente. Uma possibilidade é que talvez a fama de patinho feio fale mais alto do que a curiosidade de chechar com seus próprios olhos o que existe por aqui. É uma pena, pois, enquanto isso, pouco a pouco, o patinho vai virando cisne.

Onde

Comer
A maior especialidade de Aracaju é o caranguejo, facilmente encontrável nos inúmeros barzinhos da orla. Os mais celebrados estão no Oca's Bar, no Nau Capitania, no Marujo, no Amanda, no Rivaldo - ou seja, em quase todos os bares de praia. Para forrar o estômago, tente d' O Miguel, que alguns julgam ser a melhor cozinha da cidade. Peça carne-de-sol feita na brasa, que vem acompanhada de manteiga de garrafa e pirão de leite, uma invenção da casa (Rua Antônio Alves, 340). Você também encontra boas receitas regionais na Carne-de-Sol do Ramiro (Av. Francisco Porto, 105), e no Raízes (na Orla de Atalaia). Quem preferir frutos do mar deve experimentar as fartas porções da Taverna do Tropeiro (na Orla de Atalaia).

Agitar
Nos finais de semana, você não pode perder os quiosques da Orla de Atalaia. Alguns deles: Habeas Corpus, Marezya's, Seaway, Café Brasil, Barra Mares... A escolha é sua. Para a madrugada, há também duas boates bem badaladas. A Augustu's, a mais tradicional, reúne todas as gerações (Av. Beira-Mar s/n, Parque dos Cajueiros). A Tequila Café, a novidade, é o point dos patricinhos e afins (Av. desembargador João Bosco de A. lima, 1276). Durante o dia não deixe de embarcar num catamarã. O barco Parnamirim sobe o Rio Sergipe e na volta faz um tour por Atalaia Nova. O Velho Chico, por sua vez, tem dois roteiros no Rio Vaza Barris: um chega até São Cristóvão e o outro vai até a Praia de Caueira. Já o catamarã Zé Peixe, que você pega no povoado de Crasto, chega a Mangue Seco.

Comprar
Na Rua 24 horas, você encontra o melhor do artesanato da região. Procure as obras de madeira do Zeus, as de barro do Beto Pezão e as miniaturas e correntes do Véio. O preço, obviamente, varia conforme a complexidade do trabalho. Mas, por 60 reais, você leva para casa uma escultura. Bordados e licores regionais também não faltam. As castanhas de caju, cujo quilo custa 8 reais, são vendidas por ambulantes em toda a cidade.

Aracaju é assim

Temperatura
É sempre alta no sol ou na sombra, a temperatura média anual é de 27 graus. Mas uma constante brisa vinda do mar deixa o clima agradável e a cidade, muito fresca. As árvores espalhadas por todo canto ajudam na tarefa.

Transporte ideal
Sem sombra de dúvida, o carro. Mas como a média das diárias de automóvel anda pela casa dos 80 reais, você pode muito bem ficar com os táxis (para rodar na cidade) e com os ônibus (para alcançar as praias e cidades históricas).

Permanência
Um fim de semana prolongado ou uma semana inteira, conforme o gosto do freguês. No primeiro caso, você se diverte e volta para casa. No segundo, você se acaba e depois relaxa à beira-mar. Se você vier em junho ou janeiro, uma semana pode ser pouco.

Informações turísticas
O posto da Emsetur mais fácil de achar fica na Rua 24 horas, na Praça Olympio Campos. Lá você consegue alguns folhetos e informações sobre passeios pelos arredores de Aracaju.

Melhor época
O verão, por motivos óbvios. E junho, pelo agito das Festas Juninas. Durante esse mês, Aracaju e o resto do Sergipe festejam São João. Há toda aquela folia típica, que sempre vira a noite: quadrilhas, muito quentão, música caipira, milho assado.